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  • Tecnologia

A seleção natural da tecnologia da informação

  • autorMarina Cardoso
  • data13 de junho de 2022
  • duração 3 minutos

“Não é possível esperar o resultado para performar, isso deve acontecer durante todo o processo”

Por Alexandre Quinze

A tecnologia se tornou tão democrática e convergente a tudo o que fazemos que, atualmente, é impossível pensar no dia a dia sem essa alavanca de desenvolvimento. Por isso, acredito que ter escuta ativa e ser, de fato, business partner de uma empresa é fator primordial para qualquer liderança.

E sim, a tecnologia virou commodity mesmo sabendo que ainda existem muitos degraus para subirmos. Sem dúvidas, é apaixonante trabalhar para transpor, cada vez mais, as barreiras que ainda possam existir para que a tecnologia exerça, de fato, seu papel transformador em muitos setores. Temos como bom exemplo os dados da McKinsey, que apresentam a construção civil com uma das indústrias mais carentes em termos de digitalização no Brasil. Fato esse que a tecnologia não só pode, mas tem o dever de resolver. 

Eu acredito e vou além, seguindo a inspiração de Walt Disney “Eu gosto do impossível, porque lá a concorrência é menor”. É disso que se trata quando utilizamos as estruturas tecnológicas para criar grandes transformações, inclusive na vida profissional.

Afinal, todos nós somos completamente inundados por tecnologia e é necessário trazer esse engajamento, tão presente na vida pessoal, para a aplicação na criação, manutenção e inovação das tecnologias dentro da própria trajetória corporativa.

Constantemente, profissões se formam enquanto outras desaparecem, ou se adaptam conforme as novas demandas. Considero a área da Tecnologia da Informação (TI) uma das mais afetadas pelo constante desenvolvimento tecnológico. Pode até parecer um contrassenso, mas em TI nós trabalhamos, diariamente, para ficarmos obsoletos.  E o que isso significa na prática?

Bem, o que aprendemos no início dos cursos profissionalizantes, das faculdades e universidades, provavelmente já será considerado ultrapassado na metade da formação. Isto gera uma grande ansiedade, e até insegurança, afinal, a busca por se manter atualizado é incessante.

Mas quando penso na profissão, compreendo que temos nas mãos o poder de usar a tecnologia para resolver questões reais da humanidade. E como diria um famoso ditado geek: “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. 

O mercado já percebeu essa importância e investe cada vez mais nesses “up grades” de conhecimento para os profissionais e estudantes dispostos a estar sempre a frente. Um estudo da IDC, empresa de pesquisa, análise e consultoria do setor de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação), mostra o investimento crescente no segmento. Na América Latina, a alta foi de 8,5% em 2021 e a estimativa é de um aumento de 9,4% neste ano, considerando apenas o mercado corporativo. Mas temos que ir além dos números e observar nossa real relação com a sociedade.

Os profissionais de TI precisam mudar o modelo mental para uma área mais estratégica, não existem mais Bits e Bytes. O que há agora são serviços, tornamo-nos, de fato, consultores de negócios. E a respeito disso, aproveito para ressignificar a famosa frase “a sorte favorece os corajosos”. Na verdade, aqueles que têm coragem vão lá e fazem, não é (apenas) sorte. 

É nosso dever estar atento aos acontecimentos e manter o desenvolvimento contínuo, independente do momento da empresa ou do mundo. Não existe a época ideal, estamos sempre em transformação, não podemos contar com o melhor equipamento, a infraestrutura perfeita ou uma arquitetura 100% resolvida para evoluirmos. 

O que chamamos de “transformação digital” está em constante evolução e, por isso, deve ser o meio e não o fim. Temos que colocar em prática enquanto estamos desenvolvendo e nos modificarmos juntos neste processo. 

Convido aqui a uma reflexão: por que há sempre novos usuários muito mais modernos do que nós? Por que estas pessoas têm dispositivos e tempo para buscar soluções que não conhecemos? Porque elas se arriscam, sem medo de errar. Isolar a “TI pessoal” da “TI corporativa” já não é mais possível, muito menos viável. O melhor é abraçarmos os dois mundos e sermos os catalisadores dessa transformação. 

Alexandre Quinze é o co-founder e CEO da Trutec. Formado em Engenharia pela Universidade de São Paulo (USP), com especializações em Supply Chain, na Universidade da Califórnia, em Inovação Tecnológica, na Universidade Estadual de Campinas, e MBA em Administração, na Fundação Getúlio Vargas (FGV), instituição na qual é professor há mais de 11 anos. Possui sólida experiência, com mais de 30 anos, em empresas nacionais e internacionais de grande porte, como Philips, Rimini Street, PwC Brasil, CBMM e Flextronics Internacional.

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