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Mulheres são fundamentais para o avanço da inovação no mercado da construção civil

  • autorMarina Cardoso
  • data13 de maio de 2022
  • duração 3 minutos

Ecossistema de construtechs e proptechs, a Trutec investe em soluções que tenham como principais pilares a diversidade e a sustentabilidade

A Trutec, ecossistema de startups do mercado da construção civil, tem como força motora levar a digitalização para os canteiros de obras. O hub acredita que isso reflete, além do aumento da produtividade e agilidade na entrega, em ações ligadas à diversidade e sustentabilidade dentro do setor. A tecnologia abre portas para mudanças no comportamento de grandes e pequenas empresas, transformando o mindset e colocando cada vez mais mulheres nas tomadas de decisões. 

Segundo pesquisa realizada pela RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), com base no ano de 2020, houve um aumento de 5,5% de mulheres no mercado da construção civil. O número ainda é baixo, mas comparado com anos anteriores, é um avanço para um dos setores mais importantes da economia nacional. Os dados revelam que a quantidade de profissionais subiu de 205 mil, em 2019, para mais de 216.330 em 2020.

Para Luana Tosatti, COO da ConstruCode, uma das soluções do portfólio, os avanços têm acontecido, mesmo que ainda a passos curtos, mas é perceptível o aumento no número de mulheres ocupando espaços e sendo reconhecidas pelas suas conquistas. “Quando falamos em inovação, chega a ser contraditório não discutir sobre representatividade feminina. A diversidade provoca a transformação e a criatividade. Este é um caminho óbvio para empresas que querem atingir grandes resultados”, afirma.

A tecnologia possibilita que as mulheres tenham acesso a outras histórias que possam inspirá-las a seguir em frente.  Conhecendo as trajetórias de outras profissionais e como elas chegaram em suas posições de lideranças, sendo protagonistas das suas próprias narrativas. Por isso a representatividade feminina – em todas as esferas – é essencial.

Para Isis Gonzaga, analista de marketing da Construct IN, solução acelerada pelo programa de Inovação Aberta e que faz parte do portfólio da Trutec, as empresas têm avançado na busca pela inserção de mulheres no mercado da construção civil, mas há um longo caminho pela frente. “Vemos um número significativo de mulheres entrando em cursos voltados para as áreas de construção civil e tecnologia, isso mostra que estão se preparando para ocupar cada vez mais espaços que antes eram, em sua maioria, dominados por homens. Uma verdadeira evolução pela igualdade e reconhecimento no ambiente de trabalho e na sociedade como um todo”, pontua.

Para a profissional, “da mesma forma que as tecnologias surgem para transformar e digitalizar processos na construção civil, a presença da mulher está revolucionando padrões e quebrando paradigmas. Por isso, acredito que a tecnologia tem mudado a visão de uma alta parcela de profissionais da construção, mas, acima de tudo, mostrou que construir com métodos tradicionais e pensar de forma convencional já não funciona mais.”

O empoderamento feminino está ligado à atuação em qualquer área, em qualquer posição e recebendo os mesmos valores que os homens, já que a preparação e capacitação deve ser requisitada para ambos. Mariana Ramalho, head de sucesso do cliente da Construflow, startup que usa a tecnologia para o acompanhamento e compatibilização dos projetos de uma obra, acredita que, mesmo ainda não sendo uma realidade para muitas, é necessário marcar posição e seguir firme nessa jornada em busca de igualdade e respeito.

“Quando falamos em processo de gestão, o uso de ferramentas tecnológicas se tornou uma excelente aliada no dia a dia das mulheres dentro do setor, potencializando a performance e eficiência”, explica Mariana.” Mas não só nos escritórios, ou nos home officers, que houve um aumento na representatividade. A presença feminina nos canteiros de obras também se tornou algo mais comum, principalmente quando falamos na gestão e administração das obras e equipes”, completa.

A engenheira civil e gerente de Ecossistema da Agilean, plataforma de Lean Construction, Marina Rêgo, ressalta um ponto fundamental para quem está começando: “as mulheres que estão iniciando sua jornada no setor devem investir em capacitação, explorar seus diferenciais como profissionais e, o mais importante, procurem – e sejam – apoio uma das outras. É essencial que passemos a fortalecer, ainda mais, a nossa rede. Ver mulheres em posições de liderança se torna um motor que nos movimenta”.

O mercado construtivo ainda é bastante desafiador, mas ao mesmo tempo nota-se a necessidade de se ter mentes e vivências diferentes pensando em prol do crescimento e desenvolvimento do setor. Para isso, a diversidade é essencial, e essa luta é de todos. A inovação e a sustentabilidade são o meio para a construção de uma sociedade mais justa.

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